Por que o plano de saúde fica mais caro para idosos? Entenda os reajustes

Conteúdos

Quem mais precisa do plano de saúde muitas vezes é também quem mais sente o peso dos reajustes na mensalidade.

Depois dos 50, 60 ou 70 anos, consultas, exames e acompanhamento médico costumam ganhar ainda mais importância. Ao mesmo tempo, muitas pessoas percebem que o valor do plano começa a pesar cada vez mais no orçamento.

Mas por que isso acontece? Existe reajuste depois dos 60 anos? O que muda aos 59? E quem já paga caro pode trocar de plano sem começar todas as carências novamente?

Neste conteúdo, vamos explicar de forma simples como funcionam os reajustes dos planos de saúde e o que deve ser analisado antes de decidir permanecer ou trocar de plano.

Resposta rápida

Nos contratos submetidos às faixas etárias atuais da ANS, 59 anos ou mais é a última faixa de preço relacionada à idade. Portanto, completar 60, 65 ou 70 anos não cria uma nova faixa etária.

Isso não significa, porém, que a mensalidade ficará congelada. O plano ainda pode receber o reajuste anual previsto para aquele tipo de contrato.

Entenda em menos de 1 minuto

Por que justamente quem mais precisa de um plano de saúde costuma sentir mais os reajustes?

No vídeo abaixo, explicamos rapidamente por que isso acontece e por que muitas pessoas acabam permanecendo em planos caros por medo de trocar e perder suas carências.

Também publicamos este conteúdo no Instagram da Central Corretor Online.

Por que o plano de saúde fica mais caro conforme a idade?

A idade é um dos fatores que pode influenciar o preço de um plano de saúde.

Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), pessoas mais velhas tendem a utilizar mais os serviços de assistência à saúde e, por isso, a idade pode influenciar o valor da mensalidade.

Isso não significa que a operadora possa aumentar o preço livremente a cada aniversário.

Existem faixas etárias específicas previstas para os contratos.

Para planos contratados a partir de janeiro de 2004, são utilizadas as seguintes faixas:

Faixa etáriaIdade
0 a 18 anos
19 a 23 anos
24 a 28 anos
29 a 33 anos
34 a 38 anos
39 a 43 anos
44 a 48 anos
49 a 53 anos
54 a 58 anos
10ª59 anos ou mais

Portanto, 59 anos ou mais é a última faixa etária para esses contratos.

O que acontece com o plano de saúde aos 59 anos?

Quando o beneficiário completa 59 anos, ele entra na última faixa etária prevista pelas regras atuais aplicáveis aos contratos firmados a partir de janeiro de 2004.

Dependendo dos percentuais previstos no contrato, essa mudança da faixa de 54 a 58 anos para a faixa de 59 anos ou mais pode representar um aumento significativo na mensalidade.

Existem, entretanto, limites.

A regulamentação estabelece que o valor da última faixa etária não pode ser superior a seis vezes o valor da primeira faixa. Existem ainda regras para limitar a variação acumulada entre determinadas faixas.

Por isso, muitas pessoas percebem um aumento importante justamente quando chegam aos 59 anos.

Mas há uma diferença essencial:

depois dessa faixa, não existe uma nova mudança simplesmente porque a pessoa completou 60, 65, 70 ou 80 anos nos contratos sujeitos às regras atuais.

O plano de saúde pode aumentar depois dos 60 anos?

Sim.

Esse é um dos pontos que mais causam confusão.

Não existir uma nova faixa etária depois dos 59 anos não significa que o preço do plano ficará congelado para sempre.

É preciso diferenciar dois tipos de reajuste:

Tipo de reajusteComo funciona
Mudança de faixa etáriaOcorre quando o beneficiário entra em uma nova faixa de idade prevista no contrato
Reajuste anualAtualiza periodicamente a mensalidade conforme as regras aplicáveis ao contrato

Portanto, uma pessoa com 60, 70 ou 80 anos ainda pode receber o reajuste anual do seu plano.

A diferença é que, nos contratos submetidos às faixas atuais, esse aumento não acontece simplesmente porque o beneficiário fez aniversário e passou para uma nova faixa etária.

Qual é o reajuste dos planos de saúde em 2026?

Depende principalmente do tipo de contratação.

Planos individuais e familiares

Nos planos individuais ou familiares regulamentados, a ANS determina o percentual máximo de reajuste anual.

Para os contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027, o percentual máximo autorizado pela ANS é de 5,11%.

Esse reajuste também pode ser aplicado a beneficiários idosos.

Ou seja: uma pessoa com 70 anos pode receber o reajuste anual do contrato, embora não esteja entrando em uma nova faixa etária.

Planos coletivos empresariais e por adesão

Nos planos coletivos, a lógica é diferente.

Eles não estão sujeitos ao mesmo teto anual definido pela ANS para os planos individuais e familiares. Por isso, os percentuais podem variar conforme as características e regras aplicáveis ao contrato.

Essa é uma das razões pelas quais duas pessoas da mesma idade podem perceber aumentos bastante diferentes em seus planos.

Por que o reajuste pesa tanto para quem já é idoso?

Existe outro fator importante: o valor sobre o qual o reajuste é aplicado.

Imagine dois planos:

  • mensalidade de R$500 com aumento de 10% = acréscimo de R$50;
  • mensalidade de R$1.500 com aumento de 10% = acréscimo de R$150.

O percentual é exatamente o mesmo.

Mas, como as mensalidades das faixas etárias mais altas geralmente já são maiores, o impacto em reais também tende a ser maior.

E existe ainda o efeito acumulado.

Uma mensalidade já elevada que recebe novos reajustes ao longo dos anos pode chegar a um ponto em que o beneficiário começa a comprometer uma parcela cada vez maior da renda para manter o mesmo plano.

É justamente nesse momento que surge uma dúvida comum:

“Será que vale a pena continuar no meu plano atual?”

Estou pagando muito caro no plano de saúde. Posso trocar?

Sim, mas a decisão precisa ser analisada com cuidado.

Um erro comum é comparar apenas mensalidades.

Para o público sênior, existem fatores tão importantes quanto o preço:

  • hospitais disponíveis;
  • pronto atendimento;
  • laboratórios;
  • especialistas;
  • abrangência do plano;
  • acomodação em enfermaria ou apartamento;
  • existência ou não de coparticipação;
  • facilidade para utilizar a rede perto de casa;
  • condições para aproveitamento de carências.

Imagine encontrar um plano R$300 mais barato, mas descobrir depois que o hospital utilizado pela família não faz parte da rede.

A economia pode deixar de fazer sentido.

Por isso, o melhor plano de saúde para idosos não é necessariamente o mais barato.

É aquele que consegue equilibrar preço, rede credenciada e necessidade de utilização.

Vou perder minhas carências se trocar de plano?

Não necessariamente.

Uma das razões que fazem muitos beneficiários permanecerem durante anos em planos cada vez mais caros é o medo de trocar de operadora e precisar cumprir todas as carências novamente.

Existem situações em que é possível realizar a portabilidade de carências.

A portabilidade permite contratar outro plano sem a necessidade de cumprir novamente determinados períodos de carência ou Cobertura Parcial Temporária, desde que o beneficiário cumpra os requisitos estabelecidos pela ANS.

Entre os critérios que podem ser analisados estão:

  • plano atual ativo;
  • mensalidades em dia;
  • tempo mínimo de permanência;
  • características do contrato atual;
  • compatibilidade com o plano de destino.

Na primeira portabilidade, por exemplo, a regra geral prevê pelo menos dois anos de permanência no plano atual, podendo chegar a três anos em determinadas situações envolvendo Cobertura Parcial Temporária. Existem também exceções específicas previstas pela ANS.

Por isso, existe uma orientação especialmente importante:

Não cancele seu plano atual antes de analisar a troca.

Primeiro verifique as alternativas existentes, a rede credenciada e a possibilidade de aproveitamento das carências.

Depois disso, tome a decisão.

Como saber se vale a pena trocar meu plano?

Uma comparação bem feita deveria considerar pelo menos estes pontos:

1. Quanto você paga atualmente?

Comece pelo valor atual da mensalidade.

2. Qual é o seu tipo de contrato?

Individual, familiar, empresarial ou coletivo por adesão podem possuir características diferentes.

3. Quais hospitais você realmente deseja utilizar?

Não olhe apenas uma lista enorme de prestadores.

Identifique os hospitais e serviços que realmente são importantes para você.

4. Existe coparticipação?

Um plano mais barato pode cobrar valores adicionais conforme a utilização.

Para quem utiliza frequentemente consultas, exames e terapias, isso precisa entrar na conta.

5. Qual é a abrangência?

Você precisa apenas de atendimento regional?

Viaja frequentemente?

Utiliza médicos ou hospitais em São Paulo?

A resposta pode mudar completamente a escolha.

6. Existe possibilidade de aproveitar carências?

Para quem já possui plano de saúde, essa análise deve acontecer antes de qualquer cancelamento.

Plano de saúde para idosos na Baixada Santista: o que observar?

Para quem mora em Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá ou outras cidades da Baixada Santista, a análise da rede credenciada merece atenção especial.

A oferta de hospitais e prontos atendimentos pode mudar de uma cidade para outra e até entre produtos diferentes da mesma operadora.

Antes de contratar, procure descobrir:

  • qual hospital atende emergências na sua cidade;
  • onde fica o pronto atendimento mais próximo;
  • quais hospitais realizam internações;
  • quais laboratórios estão disponíveis;
  • onde são realizadas consultas com especialistas;
  • se existe atendimento em outras cidades da Baixada;
  • se o plano também possui rede em São Paulo, caso isso seja importante.

Para quem está acima dos 59 anos, ter uma boa rede próxima de casa pode ser muito mais importante do que simplesmente escolher a menor mensalidade.

Como escolher um bom plano de saúde depois dos 60 anos?

Uma maneira simples de começar é inverter a lógica tradicional da cotação.

Em vez de perguntar primeiro:

“Qual é o plano mais barato?”

Comece perguntando:

“Onde eu gostaria de ser atendido se precisasse de um hospital amanhã?”

A partir daí, identifique quais planos atendem essa necessidade.

Depois compare:

  • preços;
  • hospitais;
  • laboratórios;
  • abrangência;
  • coparticipação;
  • acomodação;
  • condições de contratação;
  • carências.

Esse processo reduz bastante a chance de contratar um plano barato no papel, mas inadequado quando realmente precisar utilizá-lo.

Meu plano ficou caro. O que devo fazer?

Se o plano de saúde começou a comprometer demais o orçamento, existem basicamente três possibilidades:

  1. permanecer no plano atual, caso a rede e as condições ainda justifiquem o preço;
  2. avaliar outra opção dentro da própria operadora, quando disponível;
  3. comparar outras operadoras e modalidades de contratação.

Não existe uma resposta única para todos os beneficiários.

Idade, cidade, hospitais desejados, modalidade do contrato e plano atual podem mudar completamente o resultado da análise.

Por isso, antes de cancelar um plano mantido durante muitos anos, faça uma comparação completa.

Compare antes de cancelar seu plano de saúde

Se você tem 59 anos ou mais e sente que a mensalidade do seu plano ficou muito alta, não significa que precisa simplesmente aceitar os aumentos indefinidamente.

Pode existir outra alternativa com uma rede adequada e um valor mais compatível com o seu orçamento.

Mas também não significa que trocar será sempre a melhor escolha.

Na Central Corretor Online, a comparação pode considerar sua idade, cidade, plano atual e principalmente os hospitais que você deseja utilizar.

Assim, é possível avaliar as alternativas disponíveis antes de tomar qualquer decisão.

Quer saber quais planos estão disponíveis para o seu perfil?

Compare seu plano de saúde

Informe sua idade, cidade e plano atual para receber uma análise das opções disponíveis e verificar quais alternativas podem fazer sentido para você.

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